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Chute

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Wilton Carlos de Santana

Docente do Curso de Esporte da UEL (PR)

Doutor em Educação Física - UNICAMP (SP)

O chute surge quando do contato da criança com a bola em direção à meta adversária ou para afastar o perigo de um ataque adversário. O primeiro seria o chute com o objetivo ofensivo. O segundo, com o objetivo defensivo. Logo, chute sempre é a mesma coisa, o que muda é o objetivo.

Penso que quem ensina a chutar o faz em cima dos tipos de chutes que visam acertar a meta adversária. Quanto aos defensivos, acontecerão, por evidência, quando do ensino da marcação e da antecipação.

Alguns fatores interferem na maneira de chutar. A maior parte dos autores diz que, além do equilíbrio e da força, o pé de apoio, que deve estar ao lado ou atrás da bola, o pé de chute, que quanto maior a superfície deste em contato com a bola, maior será a direção do chute e o posicionamento do tronco, que se inclinado para frente, tender-se-á a sair um chute com a trajetória da bola rasteira e, se inclinado para trás, tender-se-á a sair um chute com a trajetória da bola alta, interferem no chute. De minha parte, penso que o professor que ensina uma criança a chutar não deve se preocupar com isso, pois se a criança estiver com as habilidades básicas constituídas - locomoção, manipulação e estabilidade, não haverá maiores dificuldades para chutar. Criança muito pequena é que precisa encontrar no professor a compreensão necessária para que, sem pressa, possa desenvolver o chute.

Quando digo que os professores não precisam se preocupar com a técnica ideal do chute, não digo que ela não esteja correta. Apenas ratifico a minha posição de que essas coisas, se colocadas em aula de crianças, mais atrapalham do que ajudam. Não dá nem para imaginar alguém dizendo todas estas coisas para quem chuta. Eu, por exemplo, nunca vi uma criança colocar o pé na frente da linha da bola para chutar!

Quais seriam as possíveis trajetórias de chute? Rasteira, meia-altura e alta. Como se faz para obter essa trajetória? No primeiro caso, chuta-se em cima da bola, no segundo, no meio e, no terceiro caso, embaixo.

E, já que falamos das trajetórias do chute, quais seriam os tipos, as maneiras de chutar? Com o dorso ou de peito de pé, de bate-pronto ou semi-voleio, de voleio ou sem-pulo, de bico e por cobertura.

Uma rápida explicação sobre cada um deles:

O chute simples: bate-se com o dorso do pé e com a parte interna do pé. Se obedecermos à informação anteriormente descrita, de que a maior superfície de contato do pé de chute na bola interfere na sua direção, logo, será o chute que maior probabilidade de êxito acarretará. Há uma discussão sobre isso, de que não se chuta com a parte interna do pé, que apenas se passa. A meu ver, chuta-se sim. Portanto, o chute simples, pode ser feito com o dorso e com a parte interna do pé.

O chute de bate-pronto ou semi-voleio: chuta-se a bola ao mesmo tempo em que esta toca no chão.

O chute de voleio ou sem pulo: chuta-se a bola ainda no ar.

Ambos, o voleio e o semi-voleio, são chutes refinados e difíceis. Quando do ensino, exigirá do professor um método adequado.

O chute de bico, ao contrário, é o mais fácil. Corre-se até a bola e chuta-se com a ponta do pé. Entretanto, este chute, na maior parte das vezes, por conta da superfície de contato do pé de chute ser pequena, não é muito preciso. No começo, quando pequenas, as crianças chutem bem mesmo é de bico. Com o passar das aulas, com o professor orientando, novos tipos de chute são descobertos.

por último, o chute por cobertura. Chuta-se embaixo da bola a fim de que a mesma ganhe uma trajetória alta.

Algumas orientações são pertinentes para ensinar a chutar:

  1. Colocar a bola à frente de si;
  2. Levantar a cabeça, a fim de visualizar a meta e o goleiro;
  3. A partir de alguns chutes, passar a avaliar o goleiro;
  4. Diagnosticar o que ocasiona a trajetória imprecisa do chute e isso tem a ver, como foi visto, com o lugar da bola que se bate na bola;
  5. Levar a criança a chutar com ambos os pés;
  6. Levar a criança a chutar a bola parada, quicando, em movimento;
  7. Levar a criança a chutar de distâncias diferentes - perto, meia-distância, longe - e, por conseqüência, com diferentes intensidades de força;
  8. Levar a criança a chutar após um passe, um domínio, um drible, uma condução;
  9. Oportunizar a todas as crianças, durante os jogos coletivos, bater um pênalti, ou uma falta de tiro livre direto sem formação de barreira, ou, em um tiro livre direto com barreira, após o primeiro toque;
  10. Levar a criança a chutar de posições diferentes - lateral direita, centro da quadra, lateral esquerda;

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