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Capital simbólico

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Wilton Carlos de Santana

Docente do Curso de Esporte da UEL (PR)

Doutor em Educação Física - UNICAMP (SP)

Ouvi a expressão que dá nome a este texto pela primeira vez quando da minha defesa de doutorado. Quem a pronunciou foi o Alcides Scaglia, um eminente professor e pensador contemporâneo do futebol brasileiro. Capital simbólico é o “cartão de visita” do ex-jogador de futebol que inicia a trajetória de treinador. É o que ex-jogadores, como Antonio Carlos (Palmeiras), Andrade (Flamengo), Ricardo Gomes (São Paulo), Dorival Júnior (Santos), Leonardo (Milan) etc. têm. Entendeu?

     O fato é que na corrida pelos clubes, seja os profissionais ou de base, o ex-jogador é mais bem avaliado pelo meio do que os que não jogaram bola. É compreensível. Isso acontece no futsal também. Mas atenção: estou longe de dizer que ex-jogador não conhece futebol ou que não é ou será bom treinador. Apenas explico, até o momento, o que é ter e o que é não ter capital simbólico. Daqui pra frente passo a repercutir isso.

 

“Como derrotar o capital simbólico dos ex-jogadores? Com estudo, persistência, talento e, como não poderia deixar de ser, resultados”.

 

     De cara: se por um lado isso ajuda muito o ex-jogador, muito atrapalha quem não o foi. Quem não jogou profissionalmente, embora entenda futebol, terá que provar que é capaz de treinar uma equipe. Portanto, fica mais difícil entrar e manter-se, mas não impossibilita o sucesso no futebol.

     Para dar um exemplo bem próximo de mim, porque há outros, e também em tom de homenagem, citarei o exemplo do meu amigo Leandro Carlos Niehues, que acaba de assumir o time profissional do Clube Atlético Paranaense. Ele não jogou futebol, mas mostrou ser competente como técnico no juvenil do PSTC, nos juniores do próprio Atlético e no profissional do Corinthians Paranaense. Tornou-se, aos 36 anos, o técnico mais jovem entre as equipes que disputam o Brasileirão da Séria A.

     Embora eu acredite que se perpetuará a prática de se transformar ex-jogadores em técnicos de futebol, o Leandro deve servir de exemplo e alento para quem quer ser treinador e não jogou bola. Como derrotar o capital simbólico dos ex-jogadores? Com estudo, persistência, talento e, como não poderia deixar de ser, resultados.

 

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2 comentário(s) cadastrado(s)

Thiago, sem dúvida me parece um bom tema de pesquisa.

Wilton

professor vc tem que aproundar esse tema ele é muito interessante, surgem algumas indagações será que os clubes analisam o conhecimento do treinador a cerca do jogo e do processo de treinamento será que nos clubes existem pessoas capacitadas a fzer isso se as respostam forem positivas quais então são os critérios para a contratação fica ai a proposta de estudos, pesquisas qualitativas nesta área

thiago leal pessoa de lucena

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