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Modelos de treinador

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Wilton Carlos de Santana

Docente do Curso de Esporte da UEL (PR)

Doutor em Educação Física - UNICAMP (SP)

Um interessante estudo de Ibáñez, intitulado “Os modelos de treinador esportivo segundo sua função predominante”, discriminou seis tipos de treinadores. Estes foram qualificados segundo os seguintes parâmetros: filosofia, estilo, ambiente (clima) de treino, meios de treino preferidos, relação com jogadores e profissionais colaboradores.  

Os modelos de treinador identificados pelo autor foram estes: 

 

Iniciarei pela explicação do treinador tradicional, passando ao inovador e, depois, ao tecnológico, porque me parece que em alguma medida esse dois últimos se assemelham e nada têm a ver com o primeiro tipo.

 A filosofia do treinador tradicional é a de “transmitir modelos eficazes”, isto é, que estão aí faz muito tempo. Para tanto, tem um estilo diretivo, estabelece um ambiente de treino sério e tenso, aplica meios de treino tradicionais, manipula os jogadores em função dos seus interesses e exige pouca participação dos seus colaboradores.

Por oposição, a filosofia do treinador inovador é a de “aplicar novidades”. Para tanto, tem um estilo “experimentador”, cria um ambiente de treino agradável, utiliza um grande número de meios e recursos de treino, considera os jogadores importantes no processo e é receptivo com as sugestões dos profissionais com quem atua.

A filosofia do treinador tecnológico é a de “estudar e controlar os parâmetros mensuráveis” do esporte. Para tanto, tem o estilo de planejar meticulosamente, estabelece ambientes de treino diversos, aplica meios de treino com materiais distintos e sofisticados, testa e avalia constantemente seus jogadores e usa seus colaboradores para participar dos seus meios de treino e medições.

Daqui pra frente, explicarei o treinador crítico, que no meu entendimento é o oposto do colaborativo e do psicólogo, os outros modelos que ainda explicarei e que guardam semelhanças.

A filosofia do treinador crítico é a de “criticar o universo esportivo”. Seu estilo é o perfeccionismo. Estabelece um clima tenso e crítico, altera os meios de treino segundo sua análise e deixa claro que “jogador é jogador e treinador é treinador”. Mantém relações tensas com seus colaboradores.

A filosofia do treinador colaborativo é a de “delegar o trabalho”. Para tanto, não é o tipo de treinador que realiza todas as ações, estabelece um clima positivo com distintos níveis de confiança, aceita os meios de treino dos profissionais em seu entorno. Esse modelo de treinador tem dificuldade em se identificar com os jogadores e dá grande importância aos seus colaboradores.

Por último, a filosofia do treinador psicólogo é a de “dialogar permanentemente”. Seu estilo é de conversas longas antes do treino. Eestabelece um clima bom, seu meio de treino principal é o próprio diálogo, costuma conduzir os jogadores até seus objetivos e tem boas relações com seus colaboradores.

Você pode ou não concordar com o autor, mas sugiro que reconheça a sua competência em diferenciar e classificar os modelos de treinador esportivo. Eu mesmo pude reconhecer vários ex-treinadores a partir das peculiaridades evidenciadas neste texto, ao menos parcialmente.

Por último: e o seu perfil, condiz com algum desses modelos de treinador?

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