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Tática ofensiva: quarteto com as "pernas casadas"

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Wilton Carlos de Santana

Docente do Curso de Esporte da UEL (PR)

Doutor em Educação Física - UNICAMP (SP)

Sempre avaliei como interessante a composição de quartetos ofensivos com as "pernas casadas". O ultimo bom exemplo foi o da seleção brasileira no último Mundial, em 2012, dirigida pelo Pipoca, com dois destros e dois canhotos. Anotei algumas formações:

 

- Neto, Vinicius (canhotos), Ari e Wilde (destros);

- Neto e Gabriel (canhotos), Simi e Fernandinho (destros);

- Rodrigo e Ari (destros); Vinicius e Jé (canhotos);

- Neto e Gabriel (canhotos), Rafael e Simi (destros);

- Vinicius e Falcão (canhotos), Rafael e Fernandinho (destros).

 

Haveria alguma vantagem tática nisso? Sim, se os jogadores as impuserem, pois várias situações de jogo ofensivas seriam favorecidas pelas "pernas casadas". Acompanhe alguns exemplos:

 

1. Se o canhoto passar ao destro e se oferecer em diagonal (figura 1) e o destro novamente acioná-lo e correr em sua direção (figura 2), a bola estaria protegida pelo canhoto, isto é, entre este e o seu marcador, e estaria aberta a possibilidade de o destro "bater no pé".

 

 

 

Figura 1 - Canhoto passa e se desloca em diagonal

 

Figura 2 - Destro passa para canhoto e corre para finalizar

 

 2.  Se o pivô canhoto estiver posicionado no fundo da quadra, mais para o lado direito (figura 3), e for acionado por um destro, abrir-se-ia a possibilidade de outro canhoto entrar pelo centro dando duas opções para o pivô: servir o canhoto que passa no 1º momento ou o destro que lhe passou a bola para chutar no 2º momento.

 

Figura 3 - Pivô canhoto com duas opções de servir seus colegas

 

3. Escanteio do lado direito cobrado por canhoto para canhoto (figura 4) para voleio de média distância (maior ângulo de chute) para outro canhoto; abrir-se-ia a possibilidade de o batedor do escanteio correr para finalizar junto à trave absolutamente equilibrado, ou seja, sem precisar "acertar a perna".

 

Figura 4 - Canto batido de canhoto para voleio de canhoto

 

4. Falta centralizada próxima da área: destro na bola, dois canhotos para a finalização no lado oposto à bola e outro destro do mesmo lado do cobrador. Todos com as pernas "certas" para o melhor ângulo de finalização.

 

Figura 5 - Falta centralizada com "pernas certas" dos finalizadores

 

Todas as movimentações podem ser feitas para o outro lado. Basta trocar a perna do jogador que as iniciam!

 

Abre parênteses: se você não tem dois destros e dois canhotos, sua equipe poderá jogar futsal, igualmente, com qualidade. Quem não se lembra do time campeão do mundo em 2008, formado por três destros (Schumacker, Marquinho, Lenísio) e um canhoto (Gabriel)?

 

Novos parênteses: deveríamos, desde a iniciação, preparar as crianças para jogar com ambos os domínios. Desse modo, não se perderia o “equilíbrio das pernas”. Um bom exemplo disso é o ala/pivô Simi.

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