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Contra-ataque: diversidade e regularidade

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Wilton Carlos de Santana

Docente do Curso de Esporte da UEL (PR)

Doutor em Educação Física - UNICAMP (SP)

 Faz tempo que o contra-ataque me interessa como tema de estudo. E isso porque é uma situação das mais promissoras para a consecusão de gols no futsal! É a análise de jogo o que me permite afirmar isso. Darei alguns exemplos com jogos de futsal de alto rendimento, extraídos da Liga Futsal 2012.

Primeiro: pelas quartas-de-final daquele ano, três dos seis gols (50%) do jogo entre Krona 4x2 Botafogo foram de contra-ataque. 

 

 

Segundo exemplo vem da eliminação do Corinthians diante da Intelli por 3x2, quando dois dos cinco gols foram dessa situação (40%)!

 

 O que isso quer dizer? Que o jogo de transição ofensiva e, consequentemente, defensiva, que não permite definir, a princípio, o número de jogadores envolvidos, é tão importante quanto o ataque posicional e a defesa em sistema, momentos do jogo em que se ataca e se defende de forma equilibrada (4x4).                     

 Outro ponto: ao estudar o contra-ataque, aprendi que se trata de uma situação bastante diversificada, ou seja, desenvolve-se de maneiras distintas, porém regulares.

 Entenda, primeiro, a diversidade: a construção do 2o gol do Botafogo contra a Krona e do gol da Intelli contra o Corinthians é muito distinta da construção do 3o e 4o gols da Krona e do 3o gol da Intelli, embora os cinco gols tenham sido de contra-ataque! No primeiro caso, houve o ataque veloz desde a meia-quadra defensiva com a condução e/ou troca de passes, culminando com o gol dentro da área adversária. No segundo caso, houve a recuperação da bola e chutes disparados da própria quadra defensiva contra a meta adversária. 

 Agora a regularidade: essa construção diversificada de gols se manifestará em tantos outros jogos de futsal de alto rendimento, isto é, gols semelhantes a esses acontecerão novamente. Basta, para isso, que alguma equipe erre a cobrança de um lateral ofensivo, que originou o 2o gol do Botafogo ou que recupere a bola na sua quadra defensiva, como ocorreu no 2o gol de Orlândia, ou que alguma defesa de linha-goleiro recupere a bola, que gerou os gols da Krona e o 3o gol da Intelli.

 A regularidade, igualmente, pode ser vista na relação jogo de futsal-gols de contra-ataque, ou seja, é plausível que em havendo jogos de futsal, haja gols de contra-ataque. Veja isto: num estudo recente, constatamos que dos 78 gols feitos em 14 partidas da Liga Futsal 2011 (quartas, semi e finais), 23 foram dessa situação, ou seja, quase dois gols por jogo! 

 Na prática, o que isso tem a ver com o trabalho tático-técnico dos treinadores? Minimamente, que o o contra-ataque deve ser REGULARMENTE inserido no treino e este deveria ser elaborado de modo a exercitar situações DIVERSIFICADAS, como, por exemplo, as que mencionamos neste texto: contra-atacar desde a sua quadra defensiva; contra-atacar a partir da retomada de bola contra o jogo do linha-goleiro etc. 

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